quinta-feira, 17 de janeiro de 2013



FESTIN ganha sede em Lisboa

O FESTIN - Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa, que este ano terá uma mostra dedicada ao Brasil, será promovido a partir de quinta-feira num novo espaço na capital lusa.

isboa - O Festin - Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa terá a partir desta quinta-feira, 17 de janeiro, uma nova casa. A organização do evento, que este ano volta a homenagear o cinema brasileiro, passará a ocupar o espaço Casa do Cinema, que será inaugurado pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa.
A organização do Festin será uma de nove entidades que irão partilhar a nova Casa do Cinema, onde se incluirão a Academia Portuguesa de Cinema, o festival IndieLisboa e o Monstra - Festival de Animação de Lisboa, entre outras.
O edifício, na Rua da Rosa, no Bairro Alto, foi cedido e adaptado às novas funções pela Câmara Municipal de Lisboa, em resposta às inúmeras solicitações por parte de vários festivais e instituições ligadas ao cinema, que há muito tempo se debatiam com dificuldades para encontrarem espaços adequados ao funcionamento das suas estruturas.
Será já na nova sede que o Festin irá ultimar a sua 4ª edição, que acontecerá de 3 a 10 de abril, no Cinema São Jorge, na capital portuguesa. "Encerradas as inscrições, decorre atualmente a fase de seleção de filmes que irão integrar as secções competitivas, bem como a programação das Mostras de Cinema de Angola – o país a ser homenageado em 2013 -, Cinema Brasileiro e de Inclusão Social", informou a organização em comunicado.
O Festin é uma coprodução Padrão Atual e EGEAC - Cinema São Jorge. A programação completa do festival será revelada em março em www.festin-festival.com .
Procurando alcançar um público cada vez mais alargado, o Festin já realizou itinerâncias em Coimbra, Aveiro e Seia – em parceria com o festival Eco-Seia. Pelo segundo ano consecutivo, entre os passados dias 20 e 25 de novembro, o festival apresentou uma mostra de cinema lusófono no Festival Internacional de Cinema da Fronteira, na cidade de Bagé, Brasil, tendo contado este ano com a chancela oficial do Ano de Portugal no Brasil.
Fonte - Africa21

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013


JOVENS DA CPLP
O Conselho Nacional da Juventude (CNJ) de Portugal, em parceria com o Secretariado Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), vai organizar a conferência “Jovens da CPLP”, no próximo dia 16 de Janeiro, no auditório da Sede da CPLP.

Com a meta de difundir os objetivos e o alcance da cooperação em matéria de juventude, esta conferência é contextualizada pelos debates sobre a implementação de um “Documento Estratégico da Juventude da CPLP - Juventude da CPLP: 2015 e além” e sobre a adoção futura de uma ‘Carta da Juventude’.
Com o tema ‘Jovens da CPLP’, esta conferência pretende concretizar um debate com decisores públicos e técnicos para um melhor entendimento dos processos relacionados com a juventude neste espaço de integração. A juventude, no seio da CPLP, representa uma parte substancial da população, uma realidade heterogênea e multidimensional, pelo que as suas preocupações e aspirações assumem um caráter transversal.
O evento contará com dois momentos de debate, nos quais se ambiciona envolver e estimular uma ampla participação da audiência. A informação recolhida na conferência, nomeadamente as comunicações dos oradores convidados, serão posteriormente integrados numa publicação sobre Cooperação na CPLP em matéria de Juventude.


SE recebe visita de cortesia do brasileiro Sub-Secretário-Geral Político do MRE


O Secretário Executivo, Murade Murargy (foto), recebe no dia 15 de Janeiro, pelas 16 horas, a visita de cortesia do Sub-Secretário Geral Político: África e Oriente Médio do Ministério das Relações Exteriores da República Federativa do Brasil, Paulo Cordeiro, na Sede da CPLP.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013


Angolanos comemoram sexta-feira o Dia dos Mártires da Repressão Colonial

Os angolanos comemoram sexta-feira, 4 de Janeiro, o Dia dos Mártires da Repressão Colonial, com manifestações político-culturais e desportivas.
A data reveste-se de transcendente importância na história da luta de libertação nacional, uma vez que marcou o início de uma revolta contra a ocupação colonial portuguesa de cerca de 500 anos (1482-1975) e que ceifou a vida de milhares de patriotas.
Na história dos povos, há datas que, pelo seu valor cultural e alto significado histórico, se constituem em marcos indefectíveis e orientadores da vida dos homens.
O 4 de Janeiro é, com efeito, para o povo angolano uma destas datas, cujo conteúdo dos acontecimentos que o definem, continuam a inspirar gerações de filhos de Angola nas suas acções em favor da liberdade e do bem-estar, nacional e internacional.
Na verdade, 52 anos são passados desde que os trágicos acontecimentos da Baixa de Kassanje, em que mais de uma dezena e meia de milhar de homens, mulheres e crianças foram barbaramente mortos pela aviação colonial portuguesa, que sobre si descarregou bombas de Napalm.
Perante um amplo e forte movimento reivindicativo dos seus direitos de liberdade e sobrevivência, que unia os camponeses dos centros agrícolas da Baixa de Kassanje, as autoridades coloniais lançaram a sua violência contra as populações daquela região, num genocídio que geraria a comoção geral e acenderia a chama rumo a vitória contra o colonialismo português.
Desde aqueles trágicos acontecimentos, outros momentos históricos sucederam-se na vida dos angolanos.
A coragem daqueles homens, ressaltada na sua firmeza em não recuar perante a oposta tamanha violência, constituiu-se no germe gerador do movimento libertador que se despoletaria no 4 de Fevereiro de 1961 e culminaria no dia 11 de Novembro de 1975, com a proclamação da Independência Nacional.
Angop/SOL

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013



Morre o historiador baiano Ubiratan Castro em Salvador
Ubiratan Castro 
Professor tinha 64 anos e estava internado desde o mês de setembro.
Esposa diz que ele sofria de insuficiência renal.

Morreu na manhã desta quinta-feira (3) o professor e historiador baiano Ubiratan Castro, 64 anos. A mulher dele, Mária da Glória Machado, informou ao G1 que o marido faleceu por volta da 7h, no Hospital Espanhol, onde esteve internado desde o dia 30 de setembro. No início de outubro, Ubiratan foi transferido para a UTI. Segundo Maria da Glória, ele sofria de insuficiência renal. Ele deixa dois filhos e dois netos.
Ubiratan era diretor da Fundação Pedro Calmon, ligada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. Segundo a assessoria do órgão, o velório vai começar às 14h, no Palácio da Aclamação, no centro da cidade. A cerimônia de cremação do corpo do historiador será realizada às 10h de sexta-feira (4), no Cemitério Jardim da Saudade.
O historiador também pertencia ao quadro de professores da Universidade Federal da Bahia (UFBA), no Departamento de História da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas e foi um dos fundadores do Centro de Estudos Afro Orientais (Ceao). Atualmente, ele estava afastado da universidade para assumir o cargo de diretor da Fundação.
Formação
Ubiratan Castro era doutor em História pela Université Paris IV-Sorbonne, mestre em história pela Université Paris X-Nanterre, licenciado em História pela Universidade Católica do
Salvador e bacharel em Direito pela Universidade Federal da Bahia. Era também membro da Academia de Letras da Bahia, onde ocupava a cadeira 33.
O professor foi presidente do Conselho para o Desenvolvimento das Comunidades Negras de Salvador e trabalhou até 2006 com o ministro da Cultura, Gilberto Gil, dirigindo a Fundação Cultural Palmares.
Ubiratan escreveu os livros "A Guerra da Bahia", "Salvador Era Assim - Memórias da Cidade e Sete Histórias de Negro". Lançou em 2009, na cidade de Cachoeira o livro de contos "Histórias de Negro".
Luto oficial
O governador Jaques Wagner lamentou o falecimento do professor e decretou luto oficial de três dias na Bahia.“Salvador e toda a Bahia perdem uma figura de grande importância para a cultura nacional. Ele nos deixa um legado inestimável de trabalho, dedicação e valorização da cultura baiana, tendo sido, também, um dos fundadores do Centro de Estudos Afro Orientais (CEAO), ligado à Universidade Federal da Bahia”, disse o governador.
Por meio de nota oficial, a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia informou que Ubiratan Castro "teve destacada atuação no campo do ensino e da pesquisa em História, em especial da Bahia, e na área da gestão acadêmica e cultural, sempre atento às culturas negras". Fonte:  G1 BA


quarta-feira, 19 de dezembro de 2012


Prêmio Funarte de Arte Negra com inscrições abertas até 4 de janeiro
Projetos podem ser nas áreas de artes visuais, circo, dança, música, teatro e preservação da memória.
A Fundação Nacional de Artes, em parceria com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República – SEPPIR, lançou o Prêmio Funarte de Arte Negra. A portaria que instituiu o Prêmio foi publicada no Diário Oficial da União de 20 de novembro e retificada no dia 26 de novembro de 2012. Serão premiados 33 projetos nas áreas de artes visuais, circo, dança, música, teatro e preservação da memória.
As inscrições encontram-se abertas até 4 de janeiro de 2013. Para participar, os proponentes precisam se autodeclarar pretos ou pardos, categorias de classificação de cor ou raça adotadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.
Leia mais em  - http://brasilangola.com.br/cultura.html


Agronegócio brasileiro invade Moçambique  

Projeto brasileiro Pró Savana poderá deslocar milhões de camponeses no norte de Moçambique União Nacional dos Camponeses de Moçambique, Via Campesina África e Grain

O governo brasileiro junto ao setor privado está colaborando através da EMBRAPA, com o Japão via Agência Japonesa de Cooperação Internacional (Jica) e o Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (Iiam), para promover um projeto de agronegócio em grande escala no norte de Moçambique, no Continente Africano.
 Denominado ProSavana, o projeto poderá disponibilizar 14 milhões de hectares de terra para empresas brasileiras do agronegócio para a produção de soja, milho e outras culturas de rendimento que serão exportadas pelas empresas transnacionais japonesas. Essa área de Moçambique, conhecida como Corredor de Nacala, é uma região onde moram milhões de famílias camponesas que correm o perigo de perder suas terras nesse processo. o acordo Pró-Savana Japão-Brasil-Moçambique. O objetivo principal do projeto é melhorar a capacidade de pesquisa e transferência de tecnologia para desenvolvimento agrícola do corredor de Nacala, área de savana tropical que vai da região Central até o Norte do país africano.
O Corredor de Nacala se estende ao longo duma via ferroviária, que vai do Porto de Nacala na província de Nampula até dois distritos mais ao norte da província de Zambézia e acaba em Lichinga, na província de Niassa. É a região mais populosa do país. Com seus solos férteis e suas chuvas regulares e abundantes, milhões de camponeses e camponesas trabalham essas terras para produzir alimento para suas famílias assim como para os mercados locais e regionais.
Com o ProSavana apresenta-se um cenário em que empresas do Brasil e Japão tomarão controle das mesmas terras para estabelecer grandes fazendas industriais, e produzir culturas de rendimento baratas para exportação. Com o Pro- Savana pretende-se transformar o Corredor de Nacala numa versão africana do cerrado brasileiro, que foi convertido em grandes plantações de soja e cana de açúcar.
Um grande número de investidores brasileiros já fez um levantamento das terras na parte norte de Moçambique com o projeto ProSavana. Estão sendo oferecidas grandes extensões de terra numa base concessionária a longo prazo por um dólar por hectare por ano.
A GV Agro, uma filial da Fundação Getulio Vargas dirigida pelo antigo ministro brasileiro da Agricultura, Roberto Rodrigues, está coordenando os investidores brasileiros.
Charles Hefner, da GV Agro, rejeita a ideia segundo a qual o projeto vai deslocar os camponeses moçambicanos. Ele diz que o ProSavana visa “áreas abandonadas”, onde “não se pratica nenhuma agricultura”.
“Moçambique tem enormes áreas disponíveis para agricultura”, diz Hefner. Ele afirma ainda que “há espaço para megaprojetos de 30-40 mil hectares sem impactos sociais maiores”.
Mas as investigações feitas pelo Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (Iiam) mostram claramente que quase toda a terra agrícola nessa zona já está sendo usada pelas comunidades locais.
“Não é verdade que haja terra abandonada no Corredor de Nacala”, diz Jacinto Mafalacusser, um pesquisador do Iiam.
Declaração
Camponeses locais dizem igualmente que não há espaço para agricultura em larga escala naquela zona. No dia 11 de outubro de 2012, líderes locais da União Nacional de Camponeses (Unac) reuniram- se na cidade de Nampula para discutir o ProSavana. Numa declaração resultante da reunião, a liderança local diz estar “extremamente preocupada com o fato do ProSavana demandar milhões de hectares de terra ao longo do Corredor de Nacala, pois a realidade local mostra a falta de disponibilidade dessas extensões de terra, visto que a mesma é usada por camponeses com recurso à técnica de pousio”.
A declaração condena “qualquer iniciativa que preconize o reassentamento de comunidades e expropriação de terra dos camponeses, para dar lugar a megaprojetos agrícolas de produção de monoculturas”, assim como “a vinda em massa de agricultores brasileiros que se dedicam ao agronegócio, transformando camponesas e camponeses moçambicanos em seus empregados e em trabalhadores assalariados rurais”.
Esta foi a primeira vez que a liderança camponesa das áreas afetadas pelo Pro- Savana se reuniu para discutir o projeto, e para muitos, aquela foi a primeira vez que receberam informação sobre o que o ProSavana envolve.
“O governo convidou-nos a algumas reuniões, mas tudo que nos foi mostrado foram apresentações em power point, sem nenhuma oportunidade de levantar questões”, diz Gregório A. Abudo, presidente da União Provincial das Cooperativas de Nampula. “Queremos transparência. Queremos saber dos detalhes.”
Os governos de Moçambique, Brasil e Japão estão avançando, a portas fechadas, com um plano diretor para o projeto ProSavana, o qual pretendem finalizar até julho de 2013. O Japão estará financiando a construção de infra-estruturas no Corredor de Nacala enquanto que segundo um representante do ABC, a GV Agro assegurou “muito, mas muito dinheiro” para um fundo que será investido na agricultura em larga escala. O representante do ABC diz igualmente que há um segundo fundo da mesma quantia sendo gerido por outros, que ele não iria nomear. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa, está reforçando capacidades das estações de pesquisa de Moçambique em Nampula e Lichinga e trazendo variedades de soja, milho e algodão do Brasil para testar sua adaptabilidade às condições locais do Corredor de Nacala.
A Unac diz que o ProSavana é resultado de uma política vinda do topo para a base e não toma em consideração as demandas, sonhos e preocupações básicas dos camponeses. A Unac adverte que o projeto vai dar surgimento a comunidades sem terra, gerar convulsão social, pobreza, corrupção e destruição do meio ambiente.
Para a Unac, se é para se investir no Corredor de Nacala, ou em Moçambique em geral, esses investimentos têm que ser feitos prioritariamente para desenvolver a agricultura e a economia camponesas. Esta é a única agricultura capaz de criar empregos dignificantes e duradouros, conter o êxodo rural, produzir alimentos de qualidade e em quantidade suficiente para toda a Nação moçambicana.                                                                                                  



sexta-feira, 14 de dezembro de 2012



Prêmio Camões 2012 é entregue no Rio de Janeiro a editora de Dalton Trevisan
O Prêmio Camões 2012, principal prêmio da literatura em língua portuguesa, foi entregue, durante cerimônia realizada na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, ao escritor brasileiro Dalton Trevisan, que se fez representar pela sua editora Sónia Jardim.
 O Prêmio Camões 2012, principal prêmio da literatura em língua portuguesa, foi entregue, nesta quarta-feira (12), durante cerimônia realizada na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, ao escritor brasileiro Dalton Trevisan, que se fez representar pela sua editora Sónia Jardim.
O escritor, de 87 anos, que vive em Curtitiba, capital do Paraná, e que deixou praticamente de aparecer em público, desde há vários anos, enviou uma mensagem na qual agradece o prêmio. "Os muitos anos, ai de mim, já me impedem de receber pessoalmente o prêmio", escreveu o autor do "Vampiro de Curitiba", na mensagem."O Anão e A Ninfeta", seu último livro, ganhou o Prêmio Portugal Telecom 2012, na categoria Contos. Trevisan , segundo a casa editora Record, está a escrever um novo livro, ainda sem título, a lançar no próximo ano.Ao longo da sua carreira literária, o escritor paranaense foi distinguido com vários prêmios entre eles o Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro (CBL), por Novelas Nada Exemplares (1959), o prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras (ABL), e o Prêmio Ministério da Cultura, pelo romance, A Polaquinha (1985).Trevisan escreveu também O Vampiro de Curitiba (1965), Cemitério dos Elefantes (1964) , A Guerra Conjugal (1969) e Crimes da Paixão (1978).A decisão de entregar o Camões 2012 a Dalton Trevisan, no valor de 100 mil euros, foi anunciada pelo júri em 21 de maio.Criado em 1988 pelos governos de Portugal e do Brasil, o prêmio Camões já foi atribuído a 11 escritores de Portugal, dez do Brasil, dois de Angola, um de Moçambique e um de Cabo Verde.
Fonte: ÁFRICA 21