domingo, 24 de março de 2013



Leci pede que MP Federal investigue racismo na UFMG
Da Redação

S. Paulo - A deputada estadual Leci Brandão (PCdoB), a única negra entre os 94 deputados da Assembléia Legislativa de São Paulo, quer que o Ministério Público Federal do Estado de Minas investigue a prática de crime de racismo por parte dos estudantes de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) que – no trote para recepcionar calouros – pintaram de preto e acorrentaram uma estudante e escreveram num cartaz “caloura Chica da Silva”.
A deputada ficou indignada com o trote racista dos estudantes mineiros e disse que “os fatos relatados, apesar de terem acontecido no estado de Minas Gerais, dizem respeito a todos os brasileiros e atingem gravemente a população negra, na medida em que incita a discriminação racial. Como cidadã brasileira e mulher negra, sinto-me no legítimo direito de solicitar a apuração desse caso.”
Em ofício endereçado ao Procurador chefe do Ministério Público Federal de Minas, Adailton Ramos do Nascimento, Leci argumenta que a investigação se faz necessária porque há fortes indícios de crime de racismo cometidos por estudantes veteranos na ralização de trote aos alunos calouros”.

Segundo a parlamentar as fotos com a caloura acorrentada, representando “Chica da Silva” chocaram o país e configuram a violação da Lei 7.716/89, que pune, “com reclusão de um a três anos e multa, praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”.
Os estudantes do Curso de Direito da UFMG durante o trote também amarraram um calouro numa pilastra e fizeram a saudação nazista. Alguns ostentavam bigodes semelhantes ao do líder nazista, responsável pela morte de 6 milhões de judeus, negros, ciganos, Adolf Hitler.
Veja a íntegra da carta enviada por Leci ao Procurador-chefe do Ministério Público Federal de Minas.
Excelentíssimo Senhor Doutor Adailton Ramos do Nascimento Procurador-Chefe do Ministério Público Federal do Estado de Minas Gerais
Eu, Leci Brandão, Deputada Estadual por São Paulo, venho por meio dessa solicitar que o Ministério Público Federal em Minas Gerais inicie uma investigação a respeito dos acontecimentos de sexta-feira, 15 de março de 2013, ocorridos nas dependências da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).
A investigação se faz necessária porque há forte indício de crime de racismo cometidos por estudantes veteranos na realização de “trote” aos alunos calouros.
Foi divulgado em diversos veículos de comunicação da imprensa brasileira e em redes sociais que alguns alunos pintaram uma nova aluna de preto, acorrentaram suas mãos e pregaram-lhe um cartaz de papelão com os escritos “Caloura Chica da Silva” reportando-se a uma escrava negra, o que contraria frontalmente o artigo 20 da Lei Federal 7.716/1989, segundo o qual é crime punível com reclusão de um a três anos e multa, praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
Os fatos relatados, apesar de terem acontecido no estado de Minas Gerais, dizem respeito a todos os brasileiros e atingem gravemente a população negra, na medida em que incita a discriminação racial. Como cidadã brasileira e mulher negra, sinto-me no legítimo direito de solicitar a apuração desse caso.
Diante dos fatos acima citados, solicito abertura de investigação e, caso os indícios se comprovem, solicito ordenar à UFMG Universidade Federal de Minas Gerais, que sejam adotadas as medidas criminais cabíveis.
Cordialmente,
LECI BRANDÃO  

quinta-feira, 21 de março de 2013



À BOCA PEQUENA 16 MAR 2013

À boca pequena comenta-se que:
1 – O novo presidente da Fundação Cultural Palmares, Hilton Cobra, inicia suas funções na instituição prestigiado pela ministra da Cultura Supliicy, com quem o popular Cobrinha, como é conhecido nos meios culturais e na Academia Brasileira de Letras, viajou nesta quinta-feira (14) para os EUA, onde permanece até o próximo dia 19, com o objetivo de estudar experiências norte-americanas bem-sucedidas na instalação de museus, visando a criação em Brasília de um Museu da Memória Afrodescendente. No périplo pela Terra de Tio Sam, compromissos agendados com Cathy Trost, do Newseum, Lonnie Bunch e a equipe criadora do Museu Nacional de História e Cultura Afroamericana.
2 – A melhor definição sobre o racista parlamentar “maçã” que está ocupando a presidência da Comissão de Direios Humanos da Câmara foi data pela inteligente e observadora cantora pop Rita Lee: >>> “Impressão minha ou o tal Feliciano racista e homofóbico é mulato, faz chapinha e tira a sombrancelha? Tá boa santa?”
3 – Muitos parlamentares que foram eleitos deputados federais em 2010, na esteira da excelente votação da então candidata Marina Silva à Presidência da República, estão começando a chegar a conclusão que deveriam ter hostilizado a mulher negra e meio ambientalista promovendo sua saída do PV, pois não devem ser reeleitos para um novo mandato em 2014. O músico fracassado presidente nacional da legenda tem a certeza de que será deputado federal de um mandato só.
4 - Leci Brandão, a mulher negra carioca que a população paulista adotou como uma personalidade máxima no campo da musicalidade e da política, elegendo-a deputada estadual nas últimas eleições de 2010, vem mostrando a que veio como parlamentar, marca sua atuação política com ações efetivas visando resgatar a memória negra paulista. A criação do “Prêmio Dra. Theodosina Ribeiro”, homenagem a primeira vereadora negra paulistana, a segunda mais votada nas eleições de 1968 e primeira deputada negra no Palácio 9 de Julho, visa laurear as pessoas que tem se destacado na defesa dos Direitos Humanos das Mulheres, no seu empoderamento e de sua comunidade. O primeiro evento da premiação realiza-se às 9 horas do próximo dia 23, na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, em parceria com as instituições respeitáveis e respeitadas como o Geledés- Instituto da Mulher Negra, Elas por Elas Vozes Ações das Mulheres e Unacam – União e Apoio no Combate ao Câncer de Mama.
5 – Os irmãos Cid e Ciro Gomes, estão voltando atrás na decisão de não apoiar o governador Eduardo Campos, como candidato à Presidente da República nas eleições de 2014, uma vez que nos corredores políticos de Brasília está sendo cogitada a criação de um novo partido com dissidentes do PSB, DEM, PPS, PDT e PTB para ampliar principalmente em São Paulo, o palanque do governador pernambucano, que pode atingir também o cearense reduto dos políticos que não entendem que os tempos são outros e a candidatura do governador da Terra e Neto de Miguel Arraes é irreversível.


Ministra Luiza Bairros recebe bancada feminina da Câmara dos Deputados

Pauta girou em torno das necessidades das mulheres negras e do papel das parlamentares para diminuir problemas que atingem essa parcela da população

Participaram da audiência as deputadas Janete Pietá (PT-SP)
, Alice Portugal (PC do B-BA), Iara Bernardi (PT-SP),
 Benedita da Silva (PT-RJ), 
 Magda Mofatto (PTB-GO
) e Rosane Ferreira (PV-PR).

A ministra Luiza Bairros, titular da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – SEPPIR, recebeu na tarde desta terça-feira, 12, representantes da bancada feminina da Câmara dos Deputados para a primeira audiência do ano com o grupo.
De acordo com a coordenadora da bancada, deputada Janete Pietá (PT-SP), o objetivo do encontro foi realizar uma avaliação do que vem sendo feito e do que pode ser feito pela SEPPIR em relação à mulher negra e qual a contribuição que as parlamentares podem dar a partir de sua atuação na Câmara.
Luiza Bairros destacou que a SEPPIR está coordenando a formulação e pactuação de um conjunto de ações integradas voltadas às mulheres negras, com vistas à reversão da posição desvantajosa em que se encontram.
“A proposta está focada em três eixos: empoderamento das organizações das mulheres negras; enfrentamento ao racismo e ao sexismo institucional e; comunicação, com vistas a melhorar e aumentar a presença positiva das mulheres negras na mídia e na publicidade”, afirmou a ministra.
Ela explicou que devido aos números relacionados à violência que atinge o jovem negro, essa parcela da população foi alvo dos esforços da SEPPIR para a execução, pelo Governo Federal, do Juventude Viva – plano de prevenção à violência contra esses jovens. A iniciativa foi implantada de forma piloto em setembro passado, em Alagoas, que ocupa a segunda posição entre os 132 municípios que concentram mais de 70% dos homicídios registrados no país.
Segundo dados do Ministério da Saúde, 53% dos homicídios registrados no Brasil atingem pessoas jovens, das quais mais de 75% são jovens negros (as), de baixa escolaridade, sendo a grande maioria do sexo masculino. Além disso, ao longo da última década, é cada vez maior a diferença entre o número de homicídios que atinge os jovens brancos e negros. Enquanto as mortes de jovens brancos caíram de 9.248, em 2000, para 7.065 em 2010, a morte de jovens negros cresceu de 14.055 para 19.255 no mesmo período.
Desvantagem – A ministra também demonstrou que, apesar dos avanços da população negra e da alardeada inserção na nova classe média, a mulher negra continua sendo o segmento em maior desvantagem social quando se fala em salários, postos de trabalho e outras variáveis. O que só poderá ser mudado, de acordo com ela, a partir do enfrentamento ao racismo e ao sexismo institucionais, inclusive com ações no próprio governo.
A titular da SEPPIR lembrou que os negros são a maioria da população brasileira e que são maioria também entre os beneficiários de políticas universais e de ações afirmativas. “O racismo naturalizou a pobreza entre os negros. Mas não é natural ser negro e por isso ser pobre”, diz.
Problemas da área de saúde que atingem a população negra ou as mulheres, em especial, como a morte materna, o aborto, a obesidade mórbida, a anemia falciforme, foram lembrados pelas parlamentares como questões que precisam da atenção do estado brasileiro.
“Também precisamos planejar com antecedência a prioridade da SEPPIR para que as deputadas possam alocar recursos para a pasta por meio de emendas”, disse Janete Pietá.
Participaram também da audiência as deputadas Alice Portugal (PC do B-BA), Iara Bernardi (PT-SP), Benedita da Silva (PT-RJ), Magda Mofatto (PTB-GO) e Rosane Ferreira (PV-PR).Fonte - Coordenação de Comunicação da SEPPIR

quarta-feira, 20 de março de 2013



MAN mostra carro-forte Volkswagen em Angola
Modelo 8.150 CE fabricado no Brasil será apresentado a clientes em feira internacional
Carro-forte brasileiro VW 8.150 CE
 será exibido em Angola

A MAN Latin America, por meio da Asperbrás, seu importador oficial em Angola, apresentou o primeiro carro-forte da marca Volkswagen que será negociado com clientes naquele país. O modelo 8.150 CE, fabricado no Brasil em Resende (RJ), será exibido na 30ª edição da Feira Internacional de Luanda (FILDA), em julho deste ano. Além da mostra, a marca realizará outras ações, como visitas periódicas a clientes e realização de teste drive.

“A Asperbrás vem concentrando esforços para desenvolver novos nichos de mercado em todo o território angolano. Diversificando cada vez mais o mix de modelos importados, ao longo do ano de 2012 foi possível considerar uma alteração significativa na gama de produtos, com aumento aproximado de 30% em relação a 2011”, destaca o gerente de vendas da Asperbrás, Claudemir Celloni, em nota. 

Segundo a empresa, a escolha do chassi sob medida para o país foi embasada por pesquisas realizadas em parceria com as empresas de transporte de valores e segurança de Angola. Equipado com motor Euro 3 Acteon de 150 cv de potência, o modelo tem distância entre-eixos de 3,1 metros e válvula sensível a carga (LSV) que impossibilita o travamento das rodas traseiras do veículo durante a frenagem.

Para 2013, a MAN Latin America prevê aumento de 10% das vendas no mercado angolano, onde a marca Volkswagen detém 60% de participação do mercado de caminhões
Fonte - AB

sexta-feira, 15 de março de 2013




SEMANA ANGOLANA NA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA

Em comemoração ao 11º aniversário, data consagrada á Paz e a Reconciliação Nacional de Angola, a ser comemorado no dia 4 de abril de 2013.
A Associação dos Estudantes Angolanos em Brasília (AEAB) e o Centro de Convivência Negra (CCN) da Universidade de Brasília em parceria com a Embaixada de Angola no Brasil promovem: 1 a 6 de abril de 2013 a SEMANA ANGOLANA NA UNIVERSIDADE DE BRASILIA.
O evento contempla varias atividades de caráter cultural, social, recreativo e desportivo.

      Programação completa você pode ver


http://brasilangola.com.br/agenda.html

MULHER NEGRA: Dilma pede tolerância zero em relação à violência ...



MULHER NEGRA: Dilma pede tolerância zero em relação à violência ...: A presidenta Dilma Rousseff disse ontem (13) que o país, a sociedade e os governos precisam se aproximar, cada vez mais rápido, da tolerân...

quinta-feira, 14 de março de 2013


Movimentos feminista e negro perde Márcia Santana


Porto Alegre - O movimento social, mais especificamente o movimento feminista e o movimento social negro perdem uma importante militante. Morreu na madrugada de desta quarta-feira (13/3), a titular da Secretária de Políticas para as Mulheres do Rio Grande do Sul, Márcia Santana.
Assistente social de formação e ex-chefe de gabinete da ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, Márcia tinha 35 anos. Segundo informações da Polícia Civil, ela estava em casa acompanhada do marido quando começou a se sentir mal. O Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) foi chamado mas não houve tempo. Ela já chegou sem vida ao hospital. A causa da morte foi um infarto fulminante.
O velório foi realizado durante toda a manhã no Salão Negrinho do Pastoreio, no Palácio Piratini, e o sepultamento realizado no Cemitério Jardim da Paz, na zona leste da capital.
Quem era
Natural de Porto Alegre, Márcia Santana tinha uma longa caminhada junto aos movimentos sociais. Foi diretora da Fundação de Proteção do Estado, presidente da Associação de Mulheres Viamoneses Mariá, sócia-fundadora do Movimento pelo Fim da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes do Rio Grande do Sul, secretária executiva da Rede Nacional de Frentes Parlamentares em Defesa da Infância no Brasil e assessora técnica da Comissão Parlamentar do Congresso Nacional, que investigou as redes de exploração sexual de mulheres, crianças e adolescentes.
Um dos últimos eventos de que participou foi nesta terça-feira, 12 de março, quando salientou durante a posse do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social a importante presença de mulheres no colegiado: 30% do total de titulares.
Márcia Santana também mostrava-se feliz pela conquista, pelo Rio Grande do Sul, do Selo Pró-Equidade de Gênero, concedido pela ONU. Trata-se de um reconhecimento de que o Estado tem as políticas públicas adequadas para as questões de gênero e raça.
Ela foi uma das principais surpresas na montagem do governo Tarso Genro. Indicada pelo grupo da então deputada Maria do Rosário, do PT gaúcho, de quem era amiga e companheira no movimento feminista e dos direitos humanos, ganhou reconhecimento, admiração e respeito pelo trabalho que fazia.
O governador Tarso Genro decretou luto oficial de três dias. As cerimônias fúnebres foram acompanhadas por centenas de militantes de movimentos sociais, secretários de Governo e representantes do Governo Federal. A ministra da Igualdade Racial, Luiza Bairros, também esteve em Porto Alegre para acompanhar o velório e as últimas homenagens.
Por - Oscar Henrique Cardoso, correspondente de Afropress em Porto Alegre/RS

quinta-feira, 7 de março de 2013