segunda-feira, 19 de agosto de 2013



SEMINÁRIOS AVANÇADOS - NEINB- USP
 e     21 e 22 de agosto, às 14 horas, na ECA-USP


Neste mês de agosto acontecerão duas palestras dentro dos Seminários
Avançados NEINB-USP:
 Dia 21 (quarta -feira), às 14 horas, no Auditório Freitas Nobre
 (Departamento de Jornalismo e Editoração da ECA-USP) - Palestra com
Crawford Mandumbwa , artista de Francistown, Botswana.
http://cmandumbwa.blogspot.com.br/

Dia 22 ( quinta -feira) , às 14 horas, no Auditório Freitas Nobre
(Departamento de Jornalismo e Editoração da ECA-USP) - Palestra com
o psiquiatra italiano Ernesto Venturini sobre o tema Saúde mental
sem psiquiatra no país dos imortais: diálogo sobre uma experiencia
 em Madagascar.

 Não é necessário fazer inscrição prévia. As palestras serão
 traduzidas.

 Parceiros para estes Seminários: Casa das Áfricas, Projeto
 Metuia-USP, AFREAKA e Programa Interunidades-USP
 Ricardo Alexino Ferreira
Professor Associado (Livre-docente)
Universidade de São Paulo
 Escola de Comunicações e Artes
 Departamento de Comunicações e Artes
55-11-3091-4081 (ECA-USP)
55-11-99799-6583
55-11-3721-5825 (res.)
 
http://www.cca.eca.usp.br/cca/docentes/ricardo
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4723211A7

terça-feira, 13 de agosto de 2013


ESCRAVATURA E DIVERSIFICACAO LINGUISTICA
A PROPOSITO DA PROTO - CRIOULIZACAO DE RAIZ “ANGOLANA” NO NOVO MUNDO
UMA SIGNIFICATIVA DINAMICA DE INTERCULTURALIDE

* Por Simão Souindoula

É a justa apreciação que podemos fazer na sequencia da analise dos extraordinários esforços de sobrevivência civilizacional que engajaram centenas de milhares de “deportados” melano – africanos no intuito de conservar uma relativa identidade e intercompreensão linguísticas nas Américas e Caraíbas.
O exame desta evolução constituirá, portanto, a substancia do presente trabalho.
Um dos aspectos dentre dos mais indicativos e previsíveis do tráfico negreiro transatlântico e da escravidão no continente americano e no conjunto insular caribenho foi o desencadeamento de diferentes processos linguísticos tais como a proto – crioulização, a semi – crioulização ou a plena crioulização.
Este desenvolvimento, que se estalara sobre quatro séculos, será pontuado, invariavelmente, por diversas mutações tais como a alteração fonética, a perda lexical, a mutação semântica, a aproximação analógica, a comparação metonímica, a coexistência gramatical e a resistência das estruturas do corpus oral (ditados, cantos, preces e formulas rituais).
Surgira três tipos de crioulos, com dominantes lexicais, respectivamente, africana, romana e anglo-saxã.
PROTO – CRIOULIZACAO
Os reagrupamentos massivos e cumulativos da mão-de-obra negra, linguisticamente próxima, a sua marginalização social mas igualmente a criação pelos rebeldes, de territórios livres no continente tríptico e o involuntário isolamento de natureza insular dos cativos nas Caraíbas, permitiram o fortaleço dos crioulos de base lexical, resultante das línguas “angolanas”.
Esta evolução foi atestada em diversas regiões, e de maneira singularmente significativa, na Colômbia e no Brasil.
E assim que escravos rebeldes, maioritariamente, originários do famoso “Congo-Angola”, criaram, na antiga “Nueva Grenada”, uma dezena de espaços “livres”, dentre dos quais o da região de Tolu, o celebre “ El palenque de San Basilio”.
A língua utilizada, durante muito tempo, nesta primeira localidade isentada de forquilhas esclavagistas no continente americano, foi um falar crioulo baseado nos referidos idiomas angolanos, quer dizer das línguas do antigo Reino do Kongo - o kikongo - e da Colónia de Angola, os falares “bundu” e “benguela” - os actuais kimbundu e ovimbundu.
O interminável território brasileiro registou, entre os séculos XVII e XVIII, uma quinzena de movimentos autonomistas que desembocaram a constituição de quilombos (do bantu, nlumbu, quintal, espaço).
Algumas indicações de carácter antroponímico e toponímico parecem apontar o uso, nesses redutos, de falares híbridos de base lexical maioritária bantu, derivando, para o essencial, do bloco das línguas bantu ocidentais.
Por outro lado, as reconstituições etno - linguísticas no Novo Mundo tais como as dos Cabindas, Luangos, Congos, Ngolas, Mundongos, Casanjes e Benguelas, grupos originários, para o essencial, do actual território nacional, deixam supor, igualmente, a utilização, inevitável, de um falar crioulizado a dominante bantu.
Este tipo de idioma facilitou, sem dúvida, a preparação das centenas de movimentos insurreccionais e outras formas de resistência no tríptico continental e nas explosivas ilhas das Caraíbas.
Com efeito, as relações sobre essas acções insistem, sistematicamente, sobre a sua dimensão etno – linguística. Astutos, os potenciais rebeldes reagruparam-se, sempre, nas beatas “confradias”, “naciones” ou “companhias”.
ABRANDAMENTO
O tipo de crioulos com base lexical maioritária bantu, será afrouxado sob a influência de diversos factores de carácter económico (expansão da colonização de terras), política (extensão da administração colonial) e social (expansão da utilização veicular do espanhol, português, inglês e neerlandês).
O exemplo o mais esclarecedor foi de Cuba onde a “lengua conga” ou a “ habla conga” não se cristalizou num verdadeiro crioulo.
Esses falares regressarão ao estado de semi-crioulos ou de línguas híbridas.
No Brasil e na Colômbia, terras dos quilombos e dos palenques, esta evolução foi atestada nos Estados das Minas Gerais e de São Paulo, e nas zonas rurais do Pacifico colombiano, do Taco e do Choco.
Esta regressão linguística foi, igualmente, assinalada em Costa Rica e nas duas Guianas.
Na verdade, o avanço modernista das línguas romanas e anglo-saxónicas foi tão forte que quase em todas regiões do Novo Mundo, salvo na “mancha niger ” adjacente Cartagena de Índias e, naturalmente, em algumas ilhas das Caraíbas e no famoso arquipélago norte – americano de Sea Islands, que estala-se ao longo da Geórgia e Carolina do sul ate a ponta da Florida, terra do crioulo ngola, gullah ou geeche, a estampilhagem das línguas africanas se reduzira a sobrevivências lexicais, mais ou menos, significativa, a imagem dos bantuismos, inglesados, anotados nas regiões meridionais dos Estados Unidos, ou os que cunharam, definitivamente, o espanhol de Cuba.
Na vintena de ilhas das Caraíbas, os crioulos com conteúdo lexical africano, e particularmente, bantu, se cristalizarão na Antigua e Barbados, na Dominica, no Haiti, na Grenada, em Guadalupe, na Jamaica, na Martinica, em Monserrate, em Santa Lucia, nas Antilhas holandesas com o bem veicular papiamento e no Suriname, com o taki - taki.
CONCLUSAO
A análise que acabamos de apresentar sobre a evolução das línguas africanas no continente tríptico e nas ilhas das Caraíbas põe em relevo uma notável constância, a da dinâmica de trocas inter – linguísticas que ocorrerão entre os idiomas ameríndias, subsaarianos e europeias.
Com efeito, os falares da Alta e Baixa Guine e da contra costa moçambicana, influenciaram no além -Atlântico, as línguas romanas e germânicas e não só.
Porque apesar do facto de que, hoje, todos crioulos apresentam bases a dominância romana ou anglo-saxã, a fracção lexical africana e mantida graças, sobretudo, a musica e a religião.
Um dos exemplos entre os mais reveladores e a inserção de 250, exactamente, africanismos, e sobretudo bantuismos ou angolanismos , com as suas respectivas proveniências etimológicas, no Dicionário de Houaiss, - o mais recente, da Língua Portuguesa do clonado Brasil
Esta aceitação académica confirma a contribuição de África, e particularmente, de Angola, na fixação das particularidades das línguas latinas e germânicas em uso no Novo Mundo.
E, e de realçar que os aportes linguísticos, inéditos, de África nas outras línguas do mundo, constituíram um dos grandes objectivos do Colóquio do Terceiro Festival Mundial das Artes Negras, que teve lugar, no seu acto central, na senghoriana cidade de Dakar, em Dezembro de 2010.
* Historiador angolano Membro do Comitê Cientifico Internacional do Projeto da UNESCO “A Rota do Escravo”


Igualdade racial é tema de capacitação de frentistas
dos Postos Petrobra
s

Objetivo é promover a conscientização das equipes em mais de 4.000 postos
A Petrobras Distribuidora lança na próxima terça-feira (13/8), em parceria com a Petrobras e a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, cartilha e vídeo para frentistas sobre igualdade racial. O conteúdo, que integra o programa Capacidade Máxima, é voltado para 26 mil frentistas, de mais de 4.000 postos, em cerca de 900 municípios brasileiros, e será realizado em 17 ônibus que foram transformados em salas de aula. Além da exibição do vídeo e da distribuição de cartilhas sobre o combate à discriminação e promoção da igualdade racial, as unidades móveis de treinamento (UMTs) levarão capacitação técnica a frentistas de todo o país. A cartilha poderá ser acessada a partir do dia 13/8 no site www.br.com.br.

A primeira turma a trabalhar com o conteúdo é formada por profissionais do Posto Escola Lagoa, no Rio de Janeiro, que, a partir de 8h30 da próxima terça-feira, participarão de um treinamento inaugural. Após assistir a um vídeo sobre a promoção da igualdade racial, os profissionais receberão a cartilha Igualdade racial é pra valer - que tem o título inspirado na campanha de mesmo nome, lançada pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial em 2011 e que busca envolver a sociedade pelo fim do racismo no Brasil. A cartilha esclarece o que é preconceito, discriminação, racismo e injúria racial, além de trazer outras informações para a promoção da igualdade racial.  O material utiliza uma linguagem simples e objetiva para tratar da legislação, do Estatuto da Igualdade Racial, além do conceito de ações afirmativas.

Participarão do evento a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros, o presidente da Petrobras Distribuidora, José Lima de Andrade Neto, e o gerente executivo de Responsabilidade Social da Petrobras, Armando Ramos Trípodi.

Capacidade Máxima
O Capacidade Máxima é o programa de capacitação mais completo e abrangente do segmento e busca formar tecnicamente as equipes para um atendimento de excelência. Oferece treinamento no local de trabalho, em que os frentistas são acompanhados no momento do abastecimento dos veículos nos postos, em sala de aula e nas Unidades Móveis de Treinamento, que levam não só capacitação técnica, mas também divulgam temáticas de responsabilidade social. Desde o início do programa, em 2006, foram oferecidas mais de 300 mil vagas de treinamento. A partir de 2010, em sinergia com o Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça do Governo Federal, foi introduzido o tema da violência contra a mulher como conteúdo da capacitação e, agora, soma-se também o tema da igualdade racial. O treinamento sobre igualdade racial para frentistas é uma das ações da Petrobras Distribuidora alinhada ao Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça, que é coordenado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres.

O Programa e o Selo Pró Equidade de Gênero e Raça
Desde 2006, a adesão das empresas do Sistema Petrobras ao Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça tem sido progressiva. Naquele ano a Petrobras fez a sua primeira adesão e, desde então, implementou variadas ações que reconhecem a equidade de gênero e o respeito à diversidade nas relações de trabalho. Entre essas ações destacam-se a realização do Censo para Diversidade, a implantação de salas de apoio à amamentação, a adaptação de uniformes da Petrobras levando em conta aspectos ergonômicos das mulheres, a instituição da licença maternidade de 180 dias, o reconhecimento de casais parceiros de mesmo sexo na Assistência Multidisciplinar de Saúde da Petrobras, além de cursos de formação continuada na universidade corporativa com conteúdos de gênero e diversidade. Por essas e outras ações, a Petrobras conquistou, por quatro vezes consecutivas, o Selo Pró Equidade de Gênero e Raça.

Na Petrobras Distribuidora, gênero e raça são temas trabalhados em programas voltados a novos empregados, estagiários e ao desenvolvimento de líderes. Em 2012, a alta administração da Companhia (presidente, diretores e gerentes executivos da Petrobras Distribuidora) participou de capacitação relacionada à temática racial e ao impacto do racismo nas organizações.

Combate à discriminação na Petrobras
Na área de Investimentos Sociais, a Petrobras patrocina o prêmio Camélia da Liberdade e o projeto A Cor da Cultura, que têm como objetivos comuns a valorização da história e da cultura afro-brasileira no currículo escolar. O projeto A Cor da Cultura contribui para a implementação da lei que institui o ensino de história da África e da participação da população negra no Brasil nos currículos escolares.


Serviço: Lançamento programa Capacidade Máxima

Data: Terça-feira, 13 de agosto, de 8h30 às 9h30
Onde: Posto Escola Lagoa - Av. Epitácio Pessoa, 2780 - Lagoa

 
Gerência de Imprensa/Comunicação Institucional
Telefone: 55 (21) 3224-1306 e 3224-2312
Plantão: 55 (21) 9921-1048 e 9985-9623
Fax: 55 (21) 3224-3251
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terça-feira, 6 de agosto de 2013


PR timorense nomeia novos embaixadores para a CPLP, Reino Unido e Suíça
O Presidente timorense, Taur Matan Ruak, nomeou hoje, numa cerimônia na Presidência timorense, os novos embaixadores de Timor-Leste para a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Reino Unido e Suíça.   
"O país e o povo depositam a confiança nos senhores para representar o país em Portugal, na sede da CPLP, em Genebra e no Reino Unido, onde vamos ter pela primeira vez uma embaixada", afirmou o Presidente timorense.

 Segundo
Taur Matan Ruak, que falava na cerimónia de nomeação dos novos diplomatas, é "crucial" para Timor-Leste continuar a marcar presença em várias nações para defender os interesses timorenses.   
"Desejo-vos sucesso nas vossas missões numa fase tão importante para o nosso país. As prioridades da vossa missão são contribuir para o desenvolvimento e consolidação das instituições, prestando um serviço de qualidade, e atrair investimento para o país", afirmou.   

Para a missão permanente da CPLP, em Lisboa, foi nomeado o embaixador Antonito de Araújo, para a nova embaixada de Timor-Leste no Reino Unido Joaquim da Fonseca e para a Suíça foi indigitado o diplomata Marciano da Silva. 

quinta-feira, 1 de agosto de 2013


PRORROGADAS INSCRIÇÕES PARA A 2ª EDIÇÃO DO NAUFAC 2013

Instituições interessadas têm até 29 de agosto para se inscrever na chamada pública que vai investir cerca de R$ 4 milhões na formação profissional de 1.200 jovens negros e negras de todo o Brasil
Devido à procura de instituições interessadas em participar do NUFAC 2013, a Fundação Cultural Palmares prorrogou até 29 de agosto as inscrições para a chamada pública nº 01/2013, que garante a implantação dos Núcleos de Formação de Agentes de Cultura da Juventude Negra – NUFAC’s em todo o Brasil.

Segundo o diretor do Departamento de Fomento e Promoção da Cultura Afro-Brasileira da FCP, Lindivaldo Junior, a prorrogação vai facilitar a inscrição das entidades que querem participar, mas que por algum motivo não conseguiram submeter seus projetos. “O interesse em participar do edital é muito grande e, como temos mais trinta dias de prazo, todas as instituições interessadas podem se inscrever”, afirma.  Podem se inscrever na chamada pública entidades privadas sem fins lucrativos que atuam nas áreas de cultura e a educação. As entidades interessadas devem acessar o endereço eletrônico www.palmares.gov.br/nufac e conferir o edital.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

JORGE COUTINHO reeleito Presidente do SATED/RJ e agradece



Rio de Janeiro, 18 de julho de 2013.
Caros Companheiros,
Quero agradecer em meu nome, de minha Diretoria e Equipe, o apoio de todos que direta ou indiretamente e da forma que puderam nos ajudar a alcançar mais uma vitória no Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado do Rio de Janeiro – SATED/RJ.
Com 74,5% dos votos válidos, fui reeleito nas urnas pela categoria, presidente para gestão 2013/2016 do SATED/RJ juntamente com minha Diretoria.
Gostaria de enfatizar que esta vitória não é só minha, é de todos que estiveram presentes, mesmo que só de coração, que estiveram torcendo, daquele que acreditou, que teve um pensamento positivo e uma palavra de esperança ou um olhar de confiança em nós.
A todos vocês meu muito obrigado!
"2013 a 2016 - SATED ao povo em forma de Arte!"                                     
Abraços,  

Na contramão das ruas, negros vão ao Planalto elogiar Dilma

Da Redação, com informações das Agências

Brasília – Destoando do sentimento de cobrança aos Governos das recentes manifestações de rua, a reunião do movimento negro com a Presidente Dilma Rousseff na tarde desta sexta-feira no Palácio do Planalto acabou com elogios “à sensibilidade da presidente” e cenas de bajulação explícitas.
"A impressão que ficou é que novamente houve muito confete. Trata-se de mais uma agenda partidária. O povo negro morrendo em uma guerra não declarada por ação dos Estados e omissão da União, parece não interessar aos pretinhos que foram lá. Assim como a titulação dos Territórios quilombolas e indígenas, não lhes interessa, menos ainda à Dilma e ao PT. Saímos como entramos, com alguns pretinhos achando uma maravilha a presidente tê-los recebido. Dilma continua distante e enrolando o povo e os negros. Tem gente que faz questão de ser enrolado", afirmou Reginaldo Bispo, coordenador nacional de organização do Movimento Negro Unificado (MNU), após tomar conhecimento dos resultados do encontro.
No entendimento de Bispo, o encontro foi uma conversa do Governo com negros de partidos da sua base de apoio, em especial, representados pela Coordenação de Entidades Negras (CONEN) e pela UNEGRO (União de Negros pela Igualdade), respectivamente do PT e do PC do B, em que não faltaram discursos genéricos e "cenas de bajulação e deslumbramento". Líderanças mais críticas à gestão da ministra como Gilberto Leal, dirigente da CONEN da Bahia, teria tido a presença vetada no encontro.
Entre os 21 nomes convidados, apenas o Frei David Raimundo dos Santos, diretor executivo da Rede Educafro, e José Vicente, reitor da Universidade Zumbi dos Palmares, são independentes em relação aos partidos de apoio ao Governo Federal.
Os demais – entre os quais Ivanir dos Santos, Marcos Rezende e Flávio Jorge, Kika de Bessen - tiveram o aval da ministra chefe da SEPPIR, Luiza Bairros. O critério para a definição da maioria dos nomes foi pertencer ao Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR), que é órgão de assessoria da ministra. Lideranças mais críticas à gestão de Bairros como Gilberto Leal, dirigente da CONEN da Bahia, teria tido a presença vetada no encontro.
Palavras
A própria ministra fez questão de dizer que um dos pontos mais importantes da reunião foi a reafirmação do compromisso do Governo federal com ações para combater a discriminação racial. “A presidenta reafirmou que as ações afirmativas e, mais especificamente a das cotas, constituem um elemento central na luta pela promoção da igualdade no Brasil”, disse a ministra.
Na mesma linha, Valdeci Pedreira do Nascimento, do Instituto Odara da Mulher Negra, e Edson França, coordenador geral da UNEGRO, exaltaram a sensibilidade da Presidente para o Blog do Planalto. “O acolhimento da presidenta foi fundamental. Positivo o movimento sentar, chegar num mínimo de unidade no sentido de apresentar essas proposições, considerando inclusive a reforma política como uma das ações estruturantes e de mudanças relevantes que devem acontecer no nosso país, como também apresentar as avaliações positivas e apontar as negativas e garantir desdobramentos num conjunto de ações que para nós são prioritárias, e ouvir da presidente um compromisso dela em promover a igualdade no país, com todos os desafios que tem”, afirmou.
Também para França o encontro foi positivo. “Trabalhamos alguns eixos que consideramos importantes, tendo como ponto focal a reforma política”, disse.
De acordo com lideranças que acompanharam os preparativos da reunião, mesmo desgastada - inclusive entre os negros do PT, que a acusam de falta de diálogo e autoritarismo – Bairros teria recorrido ao apoio da ministra Maria do Rosário, da Secretaria dos Direitos Humanos e do próprio Gilberto Carvalho, ministro chefe da Secretaria Geral da Presidência. Resultado: acabou por definir a pauta reduzida a questões genéricas, e retirar o protagonismo do movimento negro que pretendia caminhar com as próprias pernas e levar uma pauta própria. "Luiza Bairros é ministra do Governo. Não fala por nós, o movimento negro, que somos um movimento social. Somos parte da sociedade civil", disse uma dessas lideranças.
Versão do Frei
Frei David disse a Afropress que travou um diálogo duro com a Presidente: ”A senhora até agora não regulamentou a Lei das cotas. A senhora está com medo de que?“ teria dito o frei, segundo o seu próprio relato. “Não estou com medo de nada. Sou radicalmente a favor das cotas”, teria respondido Dilma.
Sempre segundo Frei David, a presidente confessou que só foi saber da existência da questão racial no Brasil quando fez a pós-graduação. “Só fui saber que vocês [negros] existiam na pós-graduação. Passei o ensino fundamental e médio sem saber que vocês existiam. Foi só aí que descobri vocês. Eu sou a favor da implementação dessa Lei”, afirmou em resposta a reivindicação de alguns líderes sobre a não implementação da Lei 10.639/2003.
Frei David disse que cobrou da presidente a adoção das cotas no serviço público no prazo de 30 dias. “O ministro do Planejamento está contra. Porque a senhora permite? "Frei podem fazer quantos pareceres contrários quiserem. Sou a favor”, teria retrucado Dilma.
Além da presença da ministra da SEPPIR, a reunião teve a participação dos ministros Aloisio Mercadante, da Educação, e Gilberto Carvalho. O Frei disse que Mercadante elogiou a postura propositiva das lideranças presentes. “A minha impressão é que o Governo estava dormindo errando demais, apoiado por partidos sem seriedade, com partidos de aluguel. A voz do povo nas ruas fez o Governo acordar”, anima-se o frei

Fonte - www.afropress.com

MULHER NEGRA: Museu Nacional de Cultura Afro-Brasileira na Bahia...

MULHER NEGRA: Museu Nacional de Cultura Afro-Brasileira na Bahia...: Ministra, acompanhada pelo diretor do Muncab, conheceu acervo do museu O Museu Nacional de Cultura Afro-Brasileira (Muncab) pode ser o ...